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Função Quadrática ou do 2° Grau





Chama-se função quadrática, ou função polinomial do 2º grau, qualquer função f de IR em IR dada por uma lei da forma f(x) = ax2 + bx + c, onde a, b e c são números reais e a 0. Vejamos alguns exemplos de funções quadráticas:
  • f(x) = 3x2 - 4x  + 1, onde a = 3, b = - 4 e c = 1
  • f(x) = x2 -1, onde a = 1, b = 0 e c = -1
  • f(x) = 2x2 + 3x + 5, onde a = 2, b = 3 e c = 5
  • f(x) = - x2 + 8x, onde a = -1, b = 8 e c = 0
  • f(x) = -4x2, onde a = - 4, b = 0 e c = 0

Gráfico

O gráfico de uma função polinomial do 2º grau, y = ax2 + bx + c, com a 0, é uma curva chamada parábola.
Por exemplo, vamos construir o gráfico da função y = x2 + x:
Primeiro atribuímos a x alguns valores, depois calculamos o valor correspondente de y e, em seguida, ligamos os pontos assim obtidos.

xy
-36
-22
-10
00
12
26

Observação:
Ao construir o gráfico de uma função quadrática y = ax2 + bx + c, notaremos sempre que:
  • se   a > 0, a parábola tem a concavidade voltada para cima;
  • se   a < 0, a parábola tem a concavidade voltada para baixo;



Uma função é uma regra que liga cada elemento de um conjunto A a um único elemento de um conjunto B, respectivamente conhecidos como domínio e contradomínio da função. Para que a função seja chamada função do segundo grau, é necessário que sua regra (ou lei de formação) possa ser escrita na seguinte forma:
f(x) = ax2 + bx + c
ou
y = ax2 + bx + c
Além disso, a, b e c devem pertencer ao conjunto dos números reais e a ≠ 0. Dessa forma, são exemplos de função do segundo grau:
a) f(x) = x2 + x – 6
b) f(x) = – x2


Raízes da função do segundo grau
As raízes de uma função são os valores assumidos por x quando f(x) = 0. Assim, para encontrá-las, basta substituir f(x) ou y por zero na função e resolver a equação resultante. Para resolver equações do segundo grau, podemos usar fórmula de Bháskara, método de completar quadrados ou qualquer outro método. Lembre-se: como a função é do segundo grau, ela deve ter até duas raízes reais distintas.
Exemplo – As raízes da função f(x) = x2 + x – 6 podem ser calculadas da seguinte forma:

f(x) = x2 + x – 6
0 = x2 + x – 6
a = 1, b = 1 e c = – 6
∆ = b2 – 4·a·c
∆ = 12 – 4·1·(– 6)
∆ = 1 + 24
∆ = 25
x = – b ± √∆
      2a
x = – 1 ± √25
      2
x = – 1 ± 5
      2
x’ = – 1 + 5 = 4 = 2
     2        2
x” = – 1 – 5 = – 6 = – 3
  2          2
Logo, as raízes da função f(x) = x2 + x – 6 são os pontos de coordenadas A = (2, 0) e B = (– 3, 0).

Vértice da função – Ponto máximo ou mínimo
O vértice é o ponto no qual a função do segundo grau atinge seu valor máximo ou mínimo. Suas coordenadas V = (xv, yv) são dadas pelas fórmulas a seguir:
xv = – b
       2a
e
yv = – ∆
        4a
No mesmo exemplo citado anteriormente, o vértice da função f(x) = x2 + x – 6 é obtido por:
xv = – b
       2a
xv = – 1
        2·1
xv = – 1
       2
xv = – 0,5
e
yv = – ∆
       4a
yv = – 25
        4·1
yv = – 25
       4
yv = – 6,25
Assim, as coordenadas do vértice dessa função são V = (– 0,5; – 6,25).
A coordenada yv também pode ser obtida substituindo o valor de xv na própria função.
Gráfico da função do segundo grau
O gráfico de uma função do segundo grau sempre será uma parábola. Existem alguns macetes envolvendo essa figura que podem ser usados para facilitar a construção do gráfico. Para exemplificar esses macetes, também usaremos a função f(x) = x2 + x – 6.
1 – O sinal do coeficiente a está ligado à concavidade da parábola. Se a > 0 a concavidade da figura será voltada para cima, se a < 0 a concavidade da figura será voltada para baixo.
Assim, no exemplo, como a = 1, que é maior que zero, a concavidade da parábola que representa a função f(x) = x2 + x – 6 será voltada para cima.
2 – O coeficiente c é uma das coordenadas do ponto de encontro da parábola com o eixo y. Em outras palavras, a parábola sempre se encontra com o eixo y no ponto C = (0, c).
No exemplo, o ponto C = (0, – 6). Então, a parábola passa por esse ponto.
3 – Assim como no estudo dos sinais da equação do segundo grau, nas funções do segundo grau, o sinal do determinante aponta o número de raízes da função:
Se ∆ > 0 a função tem duas raízes reais distintas.
Se ∆ = 0 a função tem duas raízes reais iguais.
Se ∆ < 0 a função não tem raízes reais.
Dados esses macetes, será preciso encontrar três pontos pertencentes a uma função dosegundo grau para construir o gráfico. Em seguida, basta marcar esses três pontos no plano cartesiano e desenhar a parábola que passa por eles. A saber, os três pontos são:
  • O vértice e as raízes da função, se ela possuir raízes reais;
ou
  • O vértice e dois outros pontos quaisquer, se a função não possuir raízes reais. Nesse caso, um ponto deve estar à esquerda e outro à direita do vértice da função no plano cartesiano.
Observe que um desses pontos pode ser C = (0, c), exceto no caso em que esse ponto for o próprio vértice.
No exemplo f(x) = x2 + x – 6, temos o seguinte gráfico:

SILVA, Luiz Paulo Moreira. "O que é função do segundo grau?"; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/matematica/o-que-e-funcao-segundo-grau.htm>. Acesso em 24 de janeiro de 2018.


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